Educação Inclusiva Postado no dia: 6 março, 2023

5 ideias de atividades inclusivas para fazer em sala de aula

Atividades inclusivas

Tempo estimado de leitura: 5

Se a sua escola trabalha para ser um ambiente inclusivo, você provavelmente busca fazer planejamentos pedagógicos que acolham a todos. E é normal ter dificuldades para encontrar temas criativos e atividades inclusivas para a prática em sala de aula.

Esse assunto é mais do que urgente e necessário. Por isso, já até contamos como adaptar a sua escola para uma educação inclusiva em outro artigo aqui, no Blog da Conquista.

No entanto, como você já sabe, só modificar a estrutura da instituição não é o suficiente. É preciso preparar também os professores e promover dinâmicas para que os alunos interajam e cooperem, quebrando a barreira do preconceito em sala.

Nesse sentido, existem várias dinâmicas eficientes para acrescentar no seu plano de aula. Elas podem ajudar a tornar o espaço de ensino um ambiente de acolhimento e pertencimento para todos.

Separamos neste artigo tudo o que você precisa saber para colocar em prática a interação entre os alunos. Além disso, explicamos, com detalhes, a importância de trabalhar atividades inclusivas. Vem com a gente!

Os desafios da educação inclusiva

Um projeto pedagógico inclusivo precisa se organizar de uma maneira que garanta o amparo também dos setores administrativo e técnico para a construção de uma educação que inclua a todos. Atender a diversidade e estabelecer redes de apoio com profissionais especializados também faz toda a diferença.

Isso não quer dizer que colocar tudo isso em prática seja uma tarefa fácil. Os números mostram, inclusive, como a pandemia afetou drasticamente a vida dos alunos.

Uma pesquisa do Itaú Social, da Fundação Lemann e do BID, apontou que 13% dos brasileiros com deficiência não tiveram nenhuma aula com acessibilidade durante a pandemia e nunca ou quase nunca receberam atendimento durante o isolamento social.

Esse é um dado preocupante, que nos ajuda a pensar nas reparações necessárias para que se recupere a educação desses estudantes e o aprendizado deles volte a ficar em dia.

O que a educação socioemocional e a família têm a ver com a inclusão?

Ambos os pilares influenciam diretamente o comportamento dos alunos. A educação socioemocional é um caminho necessário para estimular o respeito e o reconhecimento de sentimentos, como: curiosidade, espanto, felicidade, amor, compaixão e até mesmo raiva.

É importante entender que, para esses alunos, o contato com a educação é também um processo de descoberta do diferente, e saber identificar as diferentes emoções ajuda a tornar o aprendizado ainda mais acolhedor.

Além disso, a família é fundamental no aspecto da inclusão. Afinal, a primeira educação vem de casa. Então, ao chegar à instituição de ensino, o aluno já tem as próprias crenças e opiniões formadas, antes do ambiente escolar.

Recentemente publicamos um artigo sobre a importância da família no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças e explicamos como nossos materiais e metodologias ajudam a manter um alinhamento entre a escola e esse pilar tão importante.

Percebemos, portanto, que, além da relevância de se trabalharem sensações e sentimentos em sala de aula, ajustar a expectativa da família pode auxiliar e muito na hora de colocar em prática atividades inclusivas. E a nossa solução educacional promove exatamente isso!

Mas afinal, por que é importante fazer atividades de inclusão com a turma?

Existem inúmeras vantagens de promover atividades inclusivas em sala de aula, já que elas ajudam não só os alunos com deficiência a se enturmarem, mas também dão a todos a oportunidade de aprenderem coisas novas em conjunto.

Inserir atividades que estimulem a inclusão é um passo essencial para garantir que os alunos sem deficiência tenham contato com as diferenças e aprendam a lidar com ela sem preconceito.

Essa convivência contribui para a criação de redes de apoio e para a formação de amizades e grupos. Os alunos podem, assim, construir relações verdadeiras, próximas e integradas uns com os outros, sem resumir o estudante PCD à sua deficiência.

Além disso, é no brincar que a criança ganha autonomia, estimula a criatividade e aumenta a socialização. Toda brincadeira pode ter ferramentas para trabalhar a inclusão e o convívio com as diferenças.

Como fazer atividades de inclusão em sala de aula?

Na hora do planejamento das brincadeiras, você precisa se perguntar: o que posso oferecer para permitir que todo mundo brinque junto, independentemente das características físicas e mentais de cada um?

O primeiro passo é pensar em brinquedos que sejam acessíveis a todos. Por exemplo, no caso de crianças com deficiência visual, é importante revestir os materiais com texturas ou usar objetos que produzam sons.

Quem tem baixa visão pode brincar melhor com tudo o que tiver cores mais fortes. Dessa forma, eles conseguirão perceber melhor os contrastes. Se usar brinquedos com escrita, experimente colocar as palavras também em braile.

No caso da deficiência física, é preciso acionar o espírito coletivo. Mas as soluções são simples, como amarrar o brinquedo no braço e pedir para alguém empurrar a cadeira de rodas do coleguinha durante a atividade.

Os alunos podem, então, se ajudar durante a brincadeira. É possível, por exemplo, que um guie o outro, ou, no caso de uma pessoa com deficiência auditiva, que os estudantes se comuniquem pela leitura labial, pelo toque ou até mesmo pela língua de sinais.

Para ajudar você nessa missão, selecionamos algumas atividades com foco em inclusão para o seu plano de aula.

Conheça 5 atividades com foco em inclusão

1 – Desenhando o corpo

Materiais:

  • Um rolo de papel.
  • Canetas coloridas, lápis de cor ou giz de cera.

Essa brincadeira vai ajudar as crianças a observarem as diferenças entre si com mais cautela e cuidado. Antes de iniciar a atividade, você pode falar sobre os cuidados com o corpo e a importância de respeitar os próprios limites.

É possível trabalhar a anatomia humana também e discutir com eles as dimensões reais dos seus corpos.

2 – Pega-pega sensorial

Materiais:

  • Uma venda.
  • Um espaço livre, sem superfícies pontiagudas ou perigosas.

Os alunos devem estar vendados nessa brincadeira, e um deles será escolhido como o responsável por pegar os demais. Eles devem se orientar pelo som para encontrar uns aos outros.

Para isso, é possível emitir ruídos com o corpo ou com instrumentos ou objetos que façam barulho. A ideia da atividade é estimular outros sentidos além da visão.

3 – Pintando tudo

Materiais:

  • Papel pardo.
  • Durex ou fita adesiva.
  • Pincéis.

Peça para os alunos pintarem, todos juntos, o papel pardo que será colado no chão. A tinta tem uma textura agradável também para crianças com deficiência visual.

4 – Livro tátil

Escolha uma história infantil (de preferência, dos próprios alunos). Imprima o livro com a escrita por extenso e em braile. Para fazer isso, você pode recorrer às instituições que trabalham com pessoas com deficiência visual ou solicitar apoio técnico à Secretaria de Educação do seu município.

Deixe, na impressão, um espaço livre para ilustrações. Assim, as crianças podem criar e preencher as páginas usando materiais como tinta, lixa, lã, barbante, algodão, glitter, botões etc.

5 – Caixa dos sentidos

Materiais:

  • Caixa de sapato.
  • Objetos diversos.

Faça dois buracos na caixa para que os estudantes coloquem as mãos lá dentro. Coloque mais de um objeto no interior dela e feche. A ideia é que os alunos tateiem, ouçam ou cheirem para adivinhar o que está ali.

Ganha quem descobrir os objetos que estão na caixa. A ideia é deixar o tempo de contagem flexível porque crianças com deficiência intelectual podem demorar um pouco mais para adivinhar.

Se você tiver alunos com deficiência física, por exemplo, use uma comunicação alternativa, como placas ou letras móveis.

Quer conhecer outras atividades?

Em 2012, a Unicef produziu um material completo com as atividades citadas neste artigo, entre várias outras que também incentivam a inclusão em sala de aula. Para acessar, é só clicar aqui.

Dicas importantes!

Anote estes tópicos para ter sempre em mente quando praticar as atividades inclusivas com os alunos:

  • Na hora da brincadeira, estimulem os estudantes a ajudarem quem tem mobilidade reduzida.
  • Use bolas, guizos e objetos sonoros.
  • Respeite o tempo de cada um, inclusive daqueles que têm hipersensibilidade tátil, auditiva ou visual.
  • Pergunte às famílias se alguma criança tem restrição com qualquer tipo de brincadeira.
  • Interfira se e quando alguém se sentir excluído ou tiver atitudes preconceituosas. Afinal, o aprendizado precisa sempre acompanhar o processo de diversão.
  • Selecione jogos e atividades que valorizem as capacidades dos alunos, e não suas dificuldades!

Gostou do texto? Se quiser ficar por dentro de conteúdos sobre o universo da educação, confira outros artigos aqui no blog. São muitos assuntos! Ah, e não se esqueça de nos seguir nas redes sociais: FacebookLinkedInInstagram.


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