Família Postado no dia: 27 maio, 2026

Tipos de bullying: descubra como identificar e evitar

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A palavra “bullying” tem sido muito usada para se referir a toda e qualquer violência escolar, o que acabou tornando o termo popular. Essa violência é um sério problema de saúde pública e pode causar consequências ao bem-estar físico e mental das vítimas, como depressão, insegurança e ansiedade social. Por isso, é preciso analisar com mais cuidado e classificar esse abuso de acordo com os seus 5 principais tipos: psicológico, físico, verbal, sexual e virtual. Também é preciso ter sempre muita atenção para diferenciar bem as situações, pois nem toda agressão pode ser considerada bullying. Escrevemos este artigo para te ajudar a entender melhor o significado da expressão, as formas de identificar essa violência escolar, os modos de promover ações de prevenção na sua instituição e os materiais de estudo disponíveis para você se aprofundar no tema. Vamos juntos?

O que é o bullying escolar?

A palavra tem origem no inglês e deriva de “bully”, que pode ser traduzido como valentão ou agressor. No contexto educacional brasileiro, o termo passou a designar uma forma de intimidação sistemática e intencional entre pares no ambiente escolar. Dessa forma, o bullying escolar é um tipo de agressão intencional e repetitiva (acima de três vezes) que pode acontecer por meio da internet (cyberbullying) ou se manifestar em perseguições, piadas e violência física, causando danos físicos, psicológicos e emocionais na vítima. Essa violência tem como ponto de partida o sentimento de superioridade e é classificada como crime na legislação brasileira (Lei nº 13.185/2015)! Em 2009, o número de estudantes adolescentes que declararam ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que já haviam sofrido bullying na escola era de 30,9%. Em 10 anos (2019), esse número subiu para 40,3%. Alguns especialistas alertam que a pandemia pode ter acentuado muito esse problema. Tendo em vista a gravidade do assunto, as escolas, assim como as famílias, têm a responsabilidade de identificar, combater e prevenir essas situações de violência escolar. Inicialmente, é preciso ter atenção aos comportamentos de crianças e adolescentes e avaliar, caso a caso, as situações de conflito que acontecem na sua instituição. Sendo assim, é importante entender os tipos de bullying existentes e alguns comportamentos de crianças e adolescentes que podem provocar essas situações de violência.

Quais são os 5 tipos de bullying escolar?

Ao todo, alguns especialistas consideram que existem de 8 a 9 tipos comuns de bullying. Cada um deles tem as próprias particularidades e consequências. Separamos aqui os cinco mais frequentes para você conhecer!

Físico

Ocorre por meio de agressões físicas, como socos, chutes, empurrões e outras ações que envolvam contato físico. Apesar de parecer o caso mais simples de identificar, pode ser facilmente confundido com “brincadeiras”, em especial entre meninos. Por isso, sinalize a equipe da sua escola sobre esse tipo de violência e fique atento a conflitos recorrentes entre os mesmos alunos, bem como a casos de intimidação e de crianças e adolescentes que apresentam marcas dessas agressões.

Psicológico

Esse tipo de bullying costuma ser “silencioso”. Acontece quando a vítima é perseguida, manipulada, chantageada, discriminada ou ameaçada. Tipos de bullying Na maioria das vezes, existe uma motivação de preconceito para essa agressão, que pode acontecer devido à cor da pele, à orientação sexual, à religião, à aparência física, entre outros fatores. Essa forma de violência escolar pode levar os alvos da agressão a desenvolverem transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão e fobia social. Portanto, fique atento a mudanças de humor, de personalidade e de comportamento e observe possíveis casos de isolamento em relação aos demais grupos sociais, por exemplo. É natural que alterações dessas naturezas aconteçam durante a adolescência, porém é preciso fazer um acompanhamento e identificar se essas ocorrências são de fato “orgânicas” ou se estão sendo causadas por uma violência específica.

Verbal

Xingamentos, piadas e rotulações humilhantes são alguns aspectos que definem essa forma de agressão. As consequências desse tipo de bullying escolar são inúmeras e incluem insegurança, dependência e problemas de interação social. Para identificar essa violência, observe o relacionamento entre os alunos. Estão circulando pelos corredores apelidos, piadas ou quaisquer conversas e rumores que deixam algumas crianças ou adolescentes desconfortáveis? Se sim, há um forte indício e uma grande possibilidade de essa agressão estar acontecendo na sua escola, então pode ser a hora de agir.

Sexual

Nesse caso, o alvo de violência escolar sofre com boatos e calúnias a respeito de sua sexualidade ou identidade de gênero. A difamação geralmente acontece por conta de comportamentos, gostos ou maneiras de se vestir e de se expressar. Essa forma de bullying pode evoluir para casos mais graves, como abuso, assédio ou chantagem para obter vantagens sexuais. Dessa forma, costuma ser difícil identificar essa agressão, já que, na maioria das vezes, os xingamentos e os comentários são anônimos. Isso torna ainda mais desafiadora a tarefa de descobrir quem começou a espalhar alguma informação. Por causa dessa característica, o bullying sexual pode acabar ganhando grandes proporções e gerando agressões generalizadas. A vítima muitas vezes se isola por ter dificuldades de relacionamento com os colegas.

Virtual (cyberbullying)

O cyberbullying acontece no ambiente digital e se estende a todos os outros tipos de ofensas. Ele pode estar relacionado a qualquer uma das violências citadas anteriormente. Nesses casos, a vítima tem a sua privacidade invadida, o que produz sofrimento, constrangimento e temor. Esses sentimentos podem prejudicar as relações sociais de crianças e adolescentes. É preciso lembrar que, nesse tipo de situação, são considerados agressores os autores de conteúdos violentos, bem como quem envia esses materiais para a vítima e quem compartilha as mensagens, fotos ou vídeos associados a essa prática.

Como evitar o bullying escolar na sua instituição?

A melhor estratégia para evitar o bullying é por meio do conhecimento. É importante conscientizar professores, coordenadores, funcionários e alunos da importância do tema, indo além do senso comum. A sua instituição pode promover palestras, atividades e dinâmicas em parceria com a comunidade escolar. Essas ações vão auxiliar na transformação do ambiente de ensino e criar uma cultura de paz entre os alunos. Aqui estão algumas medidas fundamentais, segundo o Guia Prático criado pela Sociedade Brasileira de Pediatria:
  • Inserir o bullying como tema transversal e permanente na grade escolar.
  • Abordar o assunto em sala de aula, criando situações em que os alunos possam refletir sobre suas experiências. O propósito principal é buscar respostas e soluções baseando-se na realidade vivenciada por todos.
  • Identificar estudantes que se destacam em valorização das diferenças e em respeito mútuo, para que eles se tornem possíveis lideranças e referências positivas.
  • Dialogar periodicamente com os discentes, a fim de demonstrar respeito às individualidades de todos.

A educação socioemocional desde cedo é uma ótima ferramenta de prevenção ao bullying!

Entender as nossas emoções e as formas mais adequadas de reagir diante de atritos e mudanças faz toda a diferença na conscientização e na criação de uma cultura de paz nas escolas. Tipos de bullying Afinal de contas, saber lidar com os próprios sentimentos gera inteligência emocional. Com essa ferramenta, as crianças e os adolescentes se tornam mais autoconscientes para enfrentar divergências e situações de conflito. Além disso, os mais jovens desenvolvem empatia e constroem relacionamentos mais saudáveis. Da Educação Infantil aos Anos Finais do Ensino Fundamental, os materiais Conquista trabalham todas as práticas de educação socioemocional. Quer saber mais como funciona a nossa metodologia? Clique aqui e fale com um de nossos consultores!

Foram identificados casos de bullying entre os alunos: como lidar?

Se a sua instituição ainda não tinha pensado em nenhuma estratégia para evitar o bullying escolar e já estão acontecendo casos dessa prática, aqui estão alguns passos que podem te ajudar a agir da forma correta:

1)      Nunca desvalorize qualquer uma das partes da história

O agressor e a vítima precisam de ajuda, então é necessário compreender os fatos para educá-los e incentivá-los a superarem isso.

2)      Avise os pais e os responsáveis sobre as situações de agressão

As famílias devem ser sinalizadas sobre esse tipo de acontecimento. Dessa forma, a escola ganha aliados para lidar com os sentimentos e com os comportamentos do agressor e do agredido.

3)      Oriente professores e funcionários do colégio

Sinalize o corpo docente sobre a possibilidade de o bullying acontecer na sua escola e estabeleça um plano de ação para evitar que isso se repita.

4)      Jamais se omita diante desses casos de violência

Trabalhe para que a escola seja um lugar seguro para todos. Tome sempre as devidas providências e estimule a criação de uma cultura de paz.

5)      Conte com a ajuda de um especialista

Conte com profissionais que te ajudem nesses casos, como um psicólogo. Eles poderão conduzir agressores e vítimas a uma compreensão mais profunda de suas ações, ajudando a mudar comportamentos e a lidar com as emoções de maneira mais assertiva.

Indicações de materiais sobre bullying para aprofundar o tema

Separamos alguns materiais completos para você se aprofundar no tema e até levar a discussão para a sala de aula. Olha só!

Para professores, gestores e coordenadores

Livro “Bullying: mentes perigosas nas escolas” 

A obra ajuda a compreender melhor as diversas faces da intimidação, bem como as suas consequências para os alunos e as maneiras mais eficientes de encaminhar esses casos para um atendimento profissional. Compre aqui.

“Guia Prático de Atualização”, feito pelo Departamento Científico de Saúde Escolar

Nesse material, você encontra os conceitos e a classificação que existe sobre o bullying, bem como algumas estratégias de ação para prevenir e combater o bullying escolar. Acesse aqui.

Podcast “Mamilos”: Episódio #126 – Bullying

As jornalistas Cris Bartis e Ju Wallauer conversam com Leandro Beguoci, ex-diretor editorial e de conteúdo da Associação Nova Escola, e Laura Saad, psiquiatra infantil, sobre as consequências dessa prática nas escolas. Escute aqui.

Para trabalhar com os alunos em sala de aula

Filme “Ponte para Terabítia”

Jesse Aarons é um garoto do interior muito tímido e solitário que sofre bullying no colégio. Quando conhece Leslie, sua vida muda, e ele descobre um novo mundo. O filme está disponível em plataformas como Prime Video e a Netflix! Público-alvo: alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental até o 7º ano.

Filme “Ferrugem”

O filme retrata as consequências e as problemáticas do cyberbullying no ambiente escolar. Assista o filme por plataformas de streaming, como Prime Video. Público-alvo: alunos do Ensino Médio e dos últimos anos do Ensino Fundamental (8º e 9º ano).

O papel da escola na prevenção ao bullying escolar

Combater o bullying escolar é uma responsabilidade que vai além da intervenção em casos isolados. É preciso construir, dia a dia, um ambiente que respeita as diferenças e que resolve conflitos com diálogo. Isso começa com formação adequada, estratégias claras e o envolvimento ativo de toda a comunidade escolar. A Conquista oferece materiais e metodologias desenvolvidos para apoiar gestores e professores na promoção da educação socioemocional e na prevenção ao bullying. Conheça nossa solução e descubra como podemos ajudar sua escola a construir uma cultura de paz desde a Educação Infantil. Quer saber mais sobre o universo da educação? Acesse outros artigos do Blog da Conquista e nossos perfis no Facebook e no Instagram. Para fazer parte da solução educacional que já conquistou o Brasil, é só falar com um dos nossos consultores! Esperamos você! Banner institucional da Conquista com foco em sucesso financeiro para escolas e qualidade pedagógica, destacando a importância de estratégias educacionais que favoreçam a convivência e reduzam o bullying.

FAQ: Dúvidas Frequentes sobre o Bullying

O que é o bullying?

Bullying é um tipo de agressão intencional e repetitiva praticada por um indivíduo ou grupo contra uma vítima específica, geralmente com desequilíbrio de poder entre as partes. Para classificar como bullying, a agressão precisa ocorrer mais de três vezes e causar danos físicos, psicológicos ou emocionais. O comportamento pode acontecer de forma presencial ou digital (cyberbullying) e é considerado crime no Brasil pela Lei nº 13.185/2015.

Quais são os 7 tipos de bullying?

O número de tipos de bullying varia conforme a classificação adotada por cada especialista. Os 5 tipos mais amplamente reconhecidos são o bullying físico, psicológico, verbal, sexual e virtual (cyberbullying). Algumas abordagens ampliam essa lista para 7 ou mais categorias, incluindo o bullying moral (exclusão social deliberada) e o bullying racial. Independentemente da classificação, todas as formas de agressão intencional e sistemática precisam ser identificadas e combatidas pela escola.

Qual é o significado de “bullying”?

A palavra “bullying” tem origem no inglês e deriva de “bully”, que se traduz como valentão, agressor ou intimidador. No contexto educacional, o termo passou a descrever comportamentos sistemáticos de violência e intimidação entre estudantes. No Brasil, o bullying é reconhecido oficialmente pela Lei nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática nas escolas de todo o país.

Como diferenciar bullying de conflito escolar?

Nem toda situação de conflito ou agressão entre alunos se classifica como bullying. Para que um comportamento seja considerado bullying, três elementos precisam estar presentes: intencionalidade, repetição  e desequilíbrio de poder entre agressor e vítima. Um desentendimento pontual entre colegas, por exemplo, não configura bullying. Compreender essa diferença é fundamental para que gestores e professores respondam de forma proporcional e eficaz a cada situação de violência escolar.

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