Formação e Gestão Escolar Postado no dia: 1 julho, 2021

Plano de aula flexível: como fazer

plano de aula flexível

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Um plano de aula flexível guia o professor e não deve engessa o aprendizado, enriquecendo a experiência do aluno como protagonista.

Entre as premissas para elaborar um bom plano de aula flexível, estão: 1) somos todos diferentes; 2) não temos controle sobre todas as coisas; 3) se algo sair fora do planejado, tudo bem. A importância do planejamento das aulas é inquestionável, mas ter flexibilidade para conduzir um plano B é essencial em um contexto com tantas variáveis.

Além de realidades diferentes, cada aluno tem suas dificuldades e seu ritmo de aprendizado. Seguir um plano de aula com rigidez, repetindo o mesmo para todas as turmas, sem adaptações, vai contra a inclusão e o respeito à individualidade do aluno protagonista. 

Flexibilidade

Uma sugestão é usar metodologias ativas que tornam o conteúdo mais agradável, facilitam a assimilação e personalizam o aprendizado. O professor pode usar filmes, mapas mentais, quiz, poesias, músicas, jogos analógicos e digitais, sala de aula invertida, oficinas literárias, podcasts, passeios, simulações, experimentos, enfim, uma variedade de recursos que conversam com alunos plurais. 

Imprevistos no plano de aula

O plano de aula está perfeito, mas o aluno não evolui como esperado ou uma pandemia chega para mudar completamente o que já estava estruturado. Às vezes, acontece o que ninguém imaginava. É um desafio para o professor administrar as surpresas que surgem no caminho. 

Sem falar nas recorrentes distrações, tanto no formato presencial quanto no on-line. Em uma turma com os pequenos, por exemplo, uma tempestade ou a presença de um arco-íris já é capaz de alterar os ânimos e o andamento das aulas. A saída é acolher o inesperado, analisar a situação e aproveitá-la para enriquecer o plano de aula. 

Um planejamento flexível tira proveito dos recursos disponíveis no ambiente de aprendizado. Por exemplo: quais possibilidades se abrem em sala de aula, ao ar livre e no on-line para trabalhar o consumo consciente? Explorar novos caminhos e adequações no plano de aula potencializa as práticas pedagógicas. Sair do piloto automático é exercitar a capacidade de inovar. Professores e alunos só têm a ganhar com isso. 

Objetivos

Clareza e objetividade são fundamentais em um plano de aula. O documento tem direcionais que estruturam o aprendizado e guiam o professor. Não é uma receita exata porque depende muito da evolução dos alunos. 

Confira este checklist de perguntas para compor um bom plano de aula: 

  • Quais são os objetivos de aprendizagem? 
  • Quais habilidades os alunos devem desenvolver?
  • O que os alunos já sabem a respeito do tema? 
  • Como os alunos se relacionam com o tema? 
  • Quais serão as referências e fontes de pesquisa do professor? 
  • O plano de aula terá quantas e quais etapas?
  • Quais metodologias serão usadas? 
  • Qual será a sequência de atividades? 
  • Quais materiais de apoio serão utilizados na atividade?  
  • Qual será o ambiente de aprendizagem? 
  • A atividade será individual ou em grupo?
  • Qual situação-problema vão resolver? 
  • Como os alunos vão relacionar as informações? 
  • O que observar e registrar do comportamento dos alunos? 
  • Quais comparações o professor pode fazer? 
  • Os alunos entenderam o conteúdo? 
  • Quais pontos precisam ser retomados? 

Algumas vezes o que foi proposto no plano de aula não é cumprido, mas isso não deve fazer com que o professor se sinta frustrado, afinal é algo que pode acontecer. Em conclusão, ao montar o planejamento e selecionar as atividades, é importante pontuar possíveis contratempos.

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