Games na Educação: nas escolas e no futuro dos alunos
04/05/2021
Aluno jogando no computador
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

As mudanças na Educação  — principalmente  em meio à  pandemia —  fizeram com que a tecnologia se tornasse não apenas uma ferramenta de auxílio, mas um instrumento essencial.  O uso de games na Educação ganhou destaque tanto nas aulas presenciais quanto nas aulas online. 

Os games marcam presença no cenário nacional: uma pesquisa da Game Brasil 2020 constatou que 73,4% dos brasileiros usam jogos eletrônicos, independentemente da plataforma, e 62% jogam games educativos. 

O que você vai ler aqui sobre games na Educação:

  • Games x gamificação. 
  • A prática de games na Educação segundo a BNCC.
  • Benefícios do uso de games na Educação.
  • Games na Educação: o que usar no aprendizado dos alunos
  • Games como incentivo para as novas profissões
  • Games na Educação: limites são importantes.

Games × gamificação na Educação

É comum confundir games com gamificação. Embora sejam parecidos, os dois termos têm suas peculiaridades. 

A gamificação é uma metodologia que aplica dinâmicas, mecânicas e componentes dos jogos para motivar e engajar pessoas a realizar algo. Por exemplo: um professor elabora um programa de recompensas para os alunos que mais se dedicarem às atividades na aula, o qual é traduzido em pontos, medalhas, rankings, etc.

Já o uso de games na Educação é a seleção de um jogo eletrônico (chamado de game) que já possui suas regras, narrativas e estratégias para mobilizar um determinado conhecimento do estudante. Por exemplo, uma proposta é realizar atividades com objetivos educacionais no Minecraft, ou até mesmo uma batalha no aplicativo do jogo War.

A prática de games na Educação segundo a BNCC

Hoje, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o uso de tecnologias com o objetivo de que os alunos as utilizem de maneira responsável ao longo da Educação Básica.

Além disso, a BNCC diz ser fundamental a criação de uma Cultura Digital  —”Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.

Portanto, com acompanhamento de professores e atividades didáticas, o uso de games pode ser um forte aliado ao ensino.  

Benefícios do uso de games na Educação

A geração atual de alunos  — conhecida como nativos digitais — utiliza a tecnologia como uma aliada em seu dia a dia, tendo facilidade em manusear as ferramentas e aprender novas habilidades. O uso dos games é ideal para engajar os estudantes. É mais atrativo, divertido e motivador.

É uma forma de os alunos resolverem problemas e desafios reais, ilustrados por personagens, ambientes fantásticos e aventuras, além de propor a resolução de algo  por meio de um desafio, com recompensa ou pontuação. 

Os games na Educação servem para incentivá-los a perceber que o erro é uma forma de aprendizagem. Afinal, é só tentar de novo!  Assim, o aluno passa a ser protagonista do seu aprendizado em vez de apenas receber a informação.

Games na Educação: o que usar no aprendizado dos alunos

As ferramentas, sites e aplicativos hoje são inúmeros, e a grande maioria  pode ser encontrada de forma gratuita. Todavia, é importante filtrar as opções para ver o que é mais adequado para a idade e para a aprendizagem do aluno. 

Para as crianças pequenas, quebra-cabeças digitais, atividades de colorir, ”ligue os pontos” e games com o alfabeto são ideais. Aplicativos como o ABC do Bita e o Play Kids reúnem uma diversidade de games e desafios para os pequenos.

Falando de Ensino Fundamental e Médio, o jogo Minecraft agora tem uma versão especialmente feita para a sala de aula: o Minecraft Education Edition. O game dá ao aluno a oportunidade de criar seu próprio mundo com blocos, construindo um universo interativo. Já pensou em usar o Minecraft para recriar alguma civilização antiga na aula de História ou mostrar as diferenças de relevo nas classes de Geografia?

Outro exemplo é o aplicativo Rocket Calculations, um jogo gratuito focado em disputas de um contra um, no qual cada usuário controla uma nave. É preciso dar a resposta correta para cada equação e, conforme os objetivos são conquistados, há troféus.

Em sites como o Efuturo, professores podem criar seus próprios games on-line de acordo com a disciplina e as necessidades dos alunos. 

Games na Educação são incentivos para as novas profissões

Cada vez mais, o mercado de trabalho valoriza as soft skills — habilidades baseadas em inteligência emocional, como resiliência, empatia, colaboração e resolução de problemas. Sendo assim, a aprendizagem por meio de games preenche muito bem essa lacuna, pois faz com que os alunos interajam, descubram e se aperfeiçoem.

Você pode não perceber, mas a gamificação está cada vez mais presente em tudo o que fazemos. Por exemplo, um programa de milhas é uma gamificação: o objetivo final é juntar o maior número de pontos e assim trocar por uma passagem aérea. Cartões-fidelidade em postos de gasolina, restaurantes e até mesmo o aplicativo Waze são formas de gamificar a experiência do consumidor. E é esse tipo de mercado que os alunos vão encontrar no futuro. 

Games na Educação: limites são importantes

É importante lembrar que equilíbrio é sempre necessário. Os games são excelentes ferramentas na Educação, porém é importante que o aluno não se sinta dependente deles o tempo todo. O vício em jogos é preocupante e é necessário ensinar aos estudantes a dosar o tempo que passam diante das telas. 

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